<< A caminho de casa, mais um..., a caminho de casa, mais um, o sentimento>>
para ele a miséria era o prato do dia, viva com o estômago vazio ele nem comia, nunca iria roubar, era honesto demais, nunca iria mendigar era orgulhoso demais, sua prioridade máxima alimentar os filhos, sem espaço para vícios apenas sacrifícios, desde que a mulher partira e partira seu coração, só sobrevivência sem cicatrização, transformado em super-homem, pelas vicissitudes da vida, nunca mudaria as suas atitudes, sem tempo para viver e com a corda no pescoço, a pressão do ganha-pão da escravidão, do esforço, na pobreza com a nobreza, aprendeu a lição, imune à tentação da auto-comiseração, mesmo quando esmorecia e ia ao fundo por momentos, esqueceu a recompensa no sorriso dos rebentos,
<<vou a caminho de casa, um sentimento, triste invade, a minha alma, a caminho de casa, sou mais um mero sonhador, mais um mero sonhador>>
última recordação do exterior, foi o interior da ambulância, nunca se tinha visionado em tal circunstância, no corredor de urgência a espera era interminável, crescia o medo de um diagnostico nada favorável, família entra sorridente sai com olhos de vidro, tenta aproveitar por um momento o tempo perdido, ela sabe que por dentro algo não funciona bem oitenta e quatro anos de histórias e memórias que ainda lhe trazem uma réstia de força, naquela cama de hospital, pior que uma solitária um estabelecimento prisional, o seu corpo não descansa olhar triste e pesado, sente medo e quando dorme vê fantasmas do passado, sinto o tocar-me na face com a sua mão enrugada, a imponência da doença transforma-nos em nada, de repente sinto toda uma vida a passar-me à frente, o sacrifício torno-me no homem que sou presentemente,
<<vou a caminho de casa, um sentimento, triste invade, a minha alma, a caminho de casa, sou mais um mero sonhador, mais um mero sonhador>>
esta é a historia de um anjo amigo meu, Nuno, é verídica ele já faleceu, não tinha asas, ele escolheu, ser esquecido, mendigo, rico de espírito morreu sozinho, chamemos-lhe ninguém, tinha os olhos brancos foi cegado pela escuridão que a vida tem, cançado de viver com pessoas sem visão, a visão que ele tinha era mais além, ele foi quem não queria ser, vida perfeita que não queria ter, acorrentado pelo ideal, de provar ser, alguém torno-o em alguém irreal, quantas tempestades eu vivi, quantas memórias escrevi, esta foi a página que eu arranquei, quando me lembrei do dia em que eu morri
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Estado
Tira o pé do caixão ganha fé e paixão porque os pais tão em baixo e precisam de mais pão e o puto tá com fome pede mais e tu mais não e os jornais não me dão mais então vais vendo que o país rende com haxixe até kissa pó nariz vende mas não vaias nisso és resistente sem assistente social distante do sistema prisional mas num instante não é opcional ter paca é necessário ninguém vive sem um negócio e um salário baza lá tira o pé do caixão tira a mão do caixão vê na mira a atira-te há vida sonha mais forte e ganha mais ambição mas é difícil quando só há droga futebol e construção o que resta obstrução que te deixa destroçado ficas destruído destronado permanente despedido deslocado mas agora és um destemido desbocado serás sempre o despromovido desperdiçado até combateres o desconhecido e tirares o pé da fossa ganha força e bate o pé na possa e passa a perna ao próximo a dar um sermão que diz que nunca vais ser boss e mandar mas tu manda-os cagar porque a vida não é deles é nossa o que os outros pensam não dês atenção dispensam tempo e voltam com intenção no plano B são tantos os contos de imigrantes e eu quero que vençam uma vida merecida d'uma bênção
terça-feira, 3 de maio de 2011
sem encaixar....
Vendo-te assim da formas mais crua, sabendo o teu sabor com a alma nua, o teu perfume destoa da elegância, não tem a mesma fragrância, eu prefiro original porque esta enjoa, com a abundância de teres o tempo pa ti mas o tempo voa, como passatempo a ignorância a grande divergência que vi, desde a infância até á adolescência agora é MTV, criança sonhava com barbies agora não tem paciência, contacto com crianças só se for no salão de beleza, amada em duquesa, contracto rescindido com a consciência, quando em casa existe alguém sem pão na mesa, porque tens dois filhos e 21 anos apenas, atrás do walkman das tuas amigas, mas hoje em dia à muitas sementes e poucas barrigas, e senhoritas, e tu pecas e nem me castigas, já não ligas, a quem te liga, tu escarras estupidez e julgas-te superior por teres um cinto de ligas, eu faço figas, e espero que um dia consigas,
<mas mas comigo não combinas, como uma groupie gravida atrás da cortina, atrás da platina>
mas, comigo não combinas é tipo uma groupie grávida, que oferece a vagina em troca de platina, e é compreensão aquilo que os outros pensam, quando o patriarca sair pa cigarros e pão, ela gosta de jóias e dinheiro, eu gosto de ser o primeiro, a saber o que se passa no mundo inteiro, observo-me a mudar em frente ao espelho, nada faço por mim e vou ficando mais velho, mas ela quer ser estrela do coliseu, eu prefiro as que estão no céu, as da terra são tão mundanas quanto eu, eu penso no tempo que ela perdeu, agradecendo a Deus o tempo que ele me deu para, planta-las, colhe-las e tê-las, no tecto do quarto prende-las, e ela, continua sem vê-las sabendo que ninguém brilha mais que essas estrelas...
<mas mas comigo não combinas, como uma groupie gravida atrás da cortina, atrás da platina>
mas, comigo não combinas é tipo uma groupie grávida, que oferece a vagina em troca de platina, e é compreensão aquilo que os outros pensam, quando o patriarca sair pa cigarros e pão, ela gosta de jóias e dinheiro, eu gosto de ser o primeiro, a saber o que se passa no mundo inteiro, observo-me a mudar em frente ao espelho, nada faço por mim e vou ficando mais velho, mas ela quer ser estrela do coliseu, eu prefiro as que estão no céu, as da terra são tão mundanas quanto eu, eu penso no tempo que ela perdeu, agradecendo a Deus o tempo que ele me deu para, planta-las, colhe-las e tê-las, no tecto do quarto prende-las, e ela, continua sem vê-las sabendo que ninguém brilha mais que essas estrelas...
Sem esboço no abstrato...instisfação
Gota á gota o suor escorre-me no pescoço, colecção de projectos eu já tenho um poço, dupla personalidade num corpo sem esboço, nas noites escuras e frias, eu faço o que não posso, depressão crónica, não gravar há mais de um ano mas mono o meu alter ego eu não reclamo, e, solidário comigo, eu e o meu ego prossigo comigo, omito com as palavras que digo, individualista, narcisista não me ponhas nessa lista, percebe que eu funciono sempre em horas extras, à parte dessa que chamas escultura que não dura, estatuetas de barro não chegam a esculturas, mas, subitamente todo o mundo surdo escuta, confecionários dum maestro sem batuta, o horizonte fica na próxima curva, a contagem é decrescente pra que nada surja, se eu vivi muito eu digo-te que eu vivi pouco, resposta hipócrita, porqueo tempo é intruja, insónia permanente como o som duma coruja, uma raiva indecente como a alma que me puxa, ao abrigo das sombras onde a luz não me pega, consciente de mim numa confiança cega, eu já fiz tanto, mas tanto não chega...
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