quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

poeta em viagem

olha prá mão d'um poeta, calejada e marcada, por toda a falsidade que apanhei por esta estrada, o ódio que sinto, passa a desgosto, quando não vejo um brilho no rosto, daqueles que eu queria, viram a rotina fazer da vida apatia, numa família, só de fachada, cada um por si de cara voltada, como seguir as regras do livro que a mim já não me ensina nada, quando vez passei por aquela porta, ouvir-te a chorar podes crer que me importa, e ódio a incapacidade de nada poder fazer, hoje percebo como é que ficavas, quando te pedia um brinquedo e tu não compravas, por isso desculpa se não percebi, e vê a inspiração que recebi de ti, nada quero que me pagues, não te sintas mal, nem quero uma prenda pelo natal, só quero que estejas todos os dias, com o mesmo olhar de quando histórias me lias, adormecia tão bem e acordava bem melhor, embalado na certeza de contar com o teu amor, olha lá vai o filho do vereador, aquele do site tá armado em cantor, aquele que rima com niggas da baixa, oh meu deus que classe tão baixa, quem são vocês pra falar de classe, se não têm mais que a quarta, numa mentalidade atrasada, sinceramente a mim já farta, eles não precisam da vossa pena, nem sequer de solidariedade, nem imaginas o que podem fazer, se lhes derem uma oportunidade, uma pessoa não se mede plo salário, nem por o voto ou poder partidário, nem pelo carro, nem pelo curso, nem numa ou num concurso, licenciado não sou por opção, inteligência não é memorização, dispenso ser um engenheiro cabula, sou o génio que habita na lua, sou autodidacta, com ordenado, sem um carro topo de gama comprado, o que dedico tempo a deixar do tempo que o tempo lhe ensinou, pra que os de hoje não repitam os meus erros, e outros aprendam com o que sou, será que sentes o que sinto, quando eu vejo o meu pai desiludido, pela cobardia de quem não faz da vida o que ele fez num dia, por isso prá lem da sua posição, inveja o filho mais a educação, não devo nada a ninguém, construí aquilo que sou, criei este reflexo que ao infinito me levou, por isso é que eu já não me preocupo, fiz tudo pra ter o lugar que ocupo, madrugadas a programar, madrugadas a trabalhar, sou vítima desta estúpida guerra, Sines Setúbal qual é a tua terra, vejo escolhas condenadas, falta de visão pessoas atrasadas, poucos deram aquilo que eu dei, por Sines só eu o sei, diz-me quem mais alto levou, este local que me abraçou, por isso quando ao céu chegar, já tenho uma historia pra contar, começa ao lado do pragas a cantar,  e termina quando este beat acabar

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

assim sou eu....similar ao vento....

sê bem vindo ás páginas do caderno oculto, o que escrevo desde sempre e pelo qual estou de luto,subo ao palco de preto com as cortinas fechadas oiço o grito de uma multidão em caras apagas, são voz e cor que aclamam o meu regresso, são, gritos de inveja que querem o meu sucesso,
<será que imaginas o que eu tenho de aturar, só pra ter algo novo pa conseguir entregar>,
divido pesos responsabilidade carrego, esse carimbo são os meus olhos para quando me sinto cego, e esse brilho no olhar diz-me o que é que revela, será que inda sou estrela sem beat numa acapella?,, será que ainda te lembras quando acabar a novela?, será que ainda te iludes e corres atrás dela?, aproxima-te quero-te contar um segredo, sou forte mas falho e da verdade tenho medo,<eu sou o vento que te passa ao lado, sou como a noite e um candeeiro apagado, sou o abraço que na dor te conforta, sou a paixão e o poema que importa>, de phones nos ouvidos sinto que a visão melhora, chora por quem já não volta e grito por quem foi embora, atrás o máximo que consigo mas chega a minha hora, talvez vos faça a vontade de me verem daqui pra fora, equaciono possibilidades, impossível de ter paz, uma tempestade no copo visão deste rapaz, há muita gente que fala, mas pouca gente faz, marco pegadas pá frente segue as que tão pa trás, oferece-me oportunidade que a coragem não permite, e perdoa tudo o resto que esta voz omite, sinto os dedos a tremer e o coração acelerado, odeio-te por tudo por me deixares neste estado, são recortes de momentos como se de um álbum se tratasse, mas sou rasteirado pla certeza se perguntasse, inspiro os movimentos que a noite levou pro dia, olha-me nos olhos vê-me a fazer magia, <eu sou o vento que te passa ao lado, sou como a noite e um candeeiro apagado, sou o abraço que na dor te conforta, sou a paixão e o poema que importa>,