terça-feira, 29 de novembro de 2011

passado tanto tempo ainda te guardo no cá dentro com saudade ainda te amo.....poesia

Conta-me a história que me contas-te uma vez, tento recorda-la quando surgem os porquês, naquela altura a lua trazia-me mais certeza, o tempo vai passando mas não muda a tristeza, quero ouvir de novo as palavras que sussurras-te, relembrar-me dos segredos que me confias-te eu continuo o mesmo, mesmo quando tu me ignoras, será que hoje em dia tu por mim ainda choras, a inocência que me davas era singular, não sei qual foi de nós o primeiro a mudar, fazes-me visitas mas só temporariamente, quem me dera que voltasses e ficasses para sempre, mas muitas vezes a tua vontade é pouco certa, à noite são esperanças deixo a porta mais aberta, o que é que se passou connosco diz-me por favor, não é por acaso que ainda te trato por amor, porque é que não percebes que estou a ficar mais fraco, se não me queres dar um beijo dá-me ao menos um abraço, e diz-me que está tudo bem como antigamente, quando passávamos tardes a olharmos frente a frente, eu sei que posso se ingrato naquilo que escrevo, e que a minhas atitudes só reflectem o meu medo, de te perder e de te ver sem poder tocar, por mim podias tentar a voltar a acreditar, o que é que não gostas em mim que eu não posso muda-lo, tenho esse poder mas não sei utiliza-lo, tenho uma só razão pra que a vida seja bela, a partir da meia-noite olha pra minha janela,
 <conta-me a história mais linda, que me contas-te uma vez, em voz baixa sussurrando ao ouvido, que pode ser a última vez>,
 a saudade aperta e não dá pa ignorar, a dor fica cá dentro como uma ferida por sarar, recordo bons momentos que contigo passei, mas a tua partida foi algo que nunca imaginei, com o tempo passando os sentimentos são iguais, se calhar quando desabafei já foi tarde demais, faço a solidão o meu companheiro diariamente, quando sonho que voltas-te e ficas-te para sempre, quando partis-te simplesmente ficou um vazio cá dentro, mas na mesma distância mudou o meu sentimento, se me nasceu num dia espero seja eterno, quantas lágrimas chegaram nas folhas destes cadernos, houve tanta coisa que ficou por dizer, duvido que compreendas aquilo que me faz mais sofrer, a mágoa cá dentro, carrego sempre comigo, dava tudo pa voltar a rever o teu sorriso, se calhar tenho culpa por ter sido tão calado, mas tinha medo de tentar e sair mais magoado, és tudo para mim, fonte da minha inspiração, tudo aquilo que sonho talvez uma simples ilusão, 
<conta-me a história mais linda, que me contas-te uma vez, em voz baixa sussurrando ao ouvido, que pode ser a última vez>,
houveram tantas coisas que ficaram por ser ditas, tantas lágrimas que chorei em forma de tinta, olho-te com a mesma paixão que te olhava dantes, pra ti já fui eterno mas apenas por instantes, durante anos seguidos foste tu a minha musa, mas o medo de te perder é aquilo que mais me assusta, ao me lembrar de ti ganho forças pra lutar, e encarar a vida injusta que tenho de enfrentar, se te desiludi peço desculpa mas é estranho, não imaginas nem metade do amor que tenho, és o ponto final que termina as minhas tardes, o ponto de exclamação que dá vida às minhas frases, adormeço a pensar em ti e acordo contigo no pensamento, imaginando que regressas a qualquer momento, a esperança não morre quando acordo a fantasia, reencontrar-te era tudo o que eu queria, se soubesses tudo aquilo que eu fiz por tua causa, a forma é diferente mas a alma é a mesma, estás sempre calada mas eu estendo-te a mão, e por momentos passo para outra dimensão, para um mundo diferente que um dia sonho encontrar, ter-te do meu lado sempre que eu precisar, nos momentos difíceis estejas lá pra me apoiar, mas a esperança que eu guardo é o que me faz acreditar, no mundo que não me aceita por muito que eu tente, és o meu refugio, carinhosa e sorridente, se te perder só espero que me encontres um dia, mas até lá... ainda te amo....poesia

sábado, 12 de novembro de 2011

mudanças

eu tou pronto, pó resto da minha vida mesmo que isso seja um preço demasiado alto po meu bolso liso, já tou por tudo pa que me devolvam um sorriso que o amor me roubou ao tornar-me seu submisso, oiço qualquer coisa neste quarto juro, já estou farto qualquer dia parto tudo ou parto deste lugar, eu já conheço o diabo alguém que faça algo pa mudar o rumo desta casa, e eu não desanimar, se o queixo desce o peito sobe há garganta tanto, que só acalma esta dor quando inspiro e canto, aspiro e espanto os espíritos que atormentam estas paredes e credes que estes versos são egos dos meus medos, eu tenho ouvidos e olhos mas tenho ouvido e visto a minha cara no espelho e o meu tom de voz triste, há um demónio nesta casa que me diz desiste e eu desmoralizo tanto que é como se não existisse,....

Fiquei longe de ti fiquei longe de mim fiquei longe daqui

a onde tás?, só te vejo na fotografia, porque tu desapareceste como um truque de magia, e queeria um minuto pra dizer-te o que sinto, sinto-me perdido como num labirinto, enfim de sentimentos já não quero pensar em nada, tás comigo ou então sou uma história mal contada, inventada ou criada simplesmente por mero acaso, eu sei que eu falhei eu não te dei o espaço, e passo a palavra através da música, tu és a minha musa rara tu és única, porque eu não quero mais ficar longe de ti, desde que te foste eu fiquei longe de mim, eu sei que sou um parvo nem te deixo respirar, mas é por gostar de ti que ás vezes me falta o ar, eu sei que sou um parvo, que nem te deixo respirar, mas é por gostar de ti que ás vezes me falta o ar,.....houve um dia em que jurámos, ficar sempre juntos, a vida com menos putos, e nós com planos longos, lembras-te?, como se o tempo passa-se e nós sempre putos, até quando dormia-mos partilhávamos os mesmos sonhos, perdem-se imagens na memória, dissipa-se a tua voz o rosto fica a história, que me faz andar cabisbaixo a pensar no teu sorriso, a queimar gramas d'haxe pa pensar que tás comigo, só que dou comigo sozinho a pensar no que te digo, és o meu abrigo quando bazas onde é que eu fico?, será esta a sina de quem ama, uma pressão no peito e um nó na garganta, as forças esgotam-se, mas eu espero, tive que te perder, pa perceber que te quero, é quando eu penso, só a saudade me resta, se há uma história que acaba eu espero que seja esta.......

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

poesia e morte angustiante

Houve um dia em que um piano me tocou em voz alta, vida e obra de um demónio que chorava, repetindo-se eternamente a melodia na pauta, em memória do tal poeta de quem nunca ninguém leu nada, no peito tatuado uma imagem gravada, uma história que se inscreve na alma que se escreve com lágrima, que nasce e morre na cara, um suspiro esculpido numa fábula, é poesia....,arrastaram-se pla rua, dois corpos simétricos, um anjo e um demónio, ambos abióticos, quatro sombras negras, dois monstros acústicos, controlados por impulsos dionisíacos, dois deles  manobrados  abraçando poemas apoteóticos, o culminar de dois versos utópicos, e de universos oniricos se extraem seres destes,  os, poetas esquecidos, dos livros que não leste, é poesia....,uma respiração ofegante, guardo o teu peito humilde registado pa sempre, o mundo vê o tempo atropela as coisas aproxima-se o advento, uma batida declarada ao vento, o meu corpo no cimento, sangue na cara horrendo, pobre diabo, como te entendo, olhem pra mim, neste abismo onde temo de medo, já fui uma estrela agora sou um buraco negro, é poesia, e a morte.....

eu acredito na alma...que tudo tem alma

eu acredito, que cada coisa tem uma alma, nem quero saber a verdade, não tenho força pra guardá-la, quero permanecer, ignorante em alguns aspectos, iludir-me num beijo e sustentar-me num afecto, eu acredito, que cada coisa tem uma alma, e cada uma existe para outra poder amá-la, deixa-me iludido por favor não me contes a verdade, não cria conhecer o amor pra nunca conhecer a saudade, eu acredito piamente, na alma das coisas, vivo morto e esperançoso, em pessoas boas, poupa-me desse inferno, não me contes a verdade do mundo, gritarei que sou ateu com um clima de advento no fundo, contraditório não, apaixonado plos mistérios, deslumbrado com as virtudes rostos cansados e velhos, objectos animais deuses demónios e pessoas, ajoelho-me perante o mundo e rezo pela alma das coisas....,

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

levezinho

nevoeiro cerrado chuva densa e ácida, folhas secas no chão manchado de sangue e lágrimas, vento forte o céu ameaça desabar, e na mão segredos guardados que preciso desabafar, um coração bate rápido, e descontrolado, a chuva na cara confunde-se com o que tenho chorado, o corpo já não tem vontade, pra avançar neste caminho agreste e amaldiçoado, o que é que eu faço, conto os segredos que guardo, toda a gente os tem mas acabam por ser desvendados, eu tenho vindo a acumula-los, e agora sinto-me destruído como sonhos não realizados, e este silêncio é doloroso, e as nuvens tapam o sol, céu escuro e tenebroso, que faz com me  estiole, o ar é irrespirável, e também me dói o corpo, preciso demais desabafar e respirar fundo,
<sente, a brisa leve as folhas caídas no chão, "o que é que eu faço?", respira, fundo e esquece os segredos que apertas com a mão,"desabafo ou não desabafo">
abre a mão, liberta todos os segredos aprisionados, que agora voam no céu aberto, na forma de pássaros que alivio no meu peito, nos meus olhos novo brilho, nova voz limpa e livre, com um timbre destemido,  o céu azul e o sol dourado ao fundo, o dia parece pintado há mão levado ao rubro, o meu silêncio agora são palavras, que conta ás pessoas que escutam interessadas, o coração bate relaxado, e compassado, e já nem me lembro dos problemas que pensava há bocado, agora que isto perdeu a gravidade, se o segredo for só teu, ele torna-se mais complicado, o corpo ganha forças e a mente renasce, nem o stress citadino me afecta mais, os anjos falam baixo e os demónios partiram em paz, tenho a vida há minha frente os problemas bem lá pa trás,

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

tempo do ultimo acto magistral

Abraça a mão do tempo como nunca abraçaste, escuta o som da minha voz, como nunca escutas-te, sente o hino de mil caras, tenho vozes e um contraste, na procura de ti próprio quando sentes que já falhaste, tento ser razoável, mas o meu tempo é limitado, sinto que já perdi demais por tudo aquilo que tenho dado, sinto as mãos a tremer, quando no palco vocês brilham, e um arrepio na pele ao ver que me deram o que não tinham, sinto a responsabilidade de te conquistar numa mensagem, não te iludas com o brilho e o fascínio de uma imagem, medalhas não são falsas  o resto é camuflagem, raciocínio nesta geração é pura miragem, não o fumo que consomes é o fumo que te consome, quando mata te prende, e te rouba o teu nome, sou o assalto que te tenta quando a alma já rebenta, sou a raiva que explode e coração que não aguenta,
< e se o meu tempo, me permitir mostrar, serei a luz nos teus ouvidos que te vai guiar, e se esta história tem que ter um fim, é isto que eu sou e o que quero para mim>
extremamente individualista com uma mente em colectivo, que não me dá a cura mas vira preservativo, prefiro o ódio há verdade, que caracteriza a minha vivência, do que o amor a uma mentira, e um sorriso de benevolência, uma resposta não convicta, eu convido há reflexão, sou o reflexo que nunca fui, e cada dia é uma lição, sou sócio honorário da virtude que me guia, sou reflexo nos teus olhos, a saudade e a nostalgia, não quero ser inspiração pra quem sem me sentir premeia,  os que cresceram a ouvir e me aplaudiram da plateia, não desiludo não iludo, sou ausência duma promessa, sou ampulheta e a areia que escorre sem dar conversa, sou o mérito duma vitória que comprei com o meu talento, sou perícia sem malícia, valores são o alimento, se o meu tempo me permitir, mudar o rumo desta história, serei a voz da salvação que vos canta em tons de glória!,
< e se o meu tempo, me permitir mostrar, serei a luz nos teus ouvidos que te vai guiar, e se esta história tem que ter um fim, é isto que eu sou e o que quero para mim>
sou o último acto de uma peça que nunca irá estrear, porque no fundo eu nem nasci eu morri para criar, vivo no limite da razão, insanidade chama  por mim, não conheço o inicio mas tenho contracto com o fim, desvendo a vossa mente sente o medo e recua, sou mistura excessiva, do silêncio e luz da lua, simbologia desta vida e filosofia tatuada, sou o enigma sou a chave, sou a mágoa amargurada, não corro atrás de ninguém, mas fujo do que não sou, odeio cada verso que a minha mente criou!, nunca serei o melhor porque no fundo eu não existo, eu não penso nem respiro, moro ao lado de cristo, sou os phones nos ouvidos da esperança desfocada, na minha visão diminuta, amplamente explorada, e se as linhas diluídas justificam todo o mal, então o mundo já acabou e esta letra não é real...