sexta-feira, 4 de novembro de 2011

poesia e morte angustiante

Houve um dia em que um piano me tocou em voz alta, vida e obra de um demónio que chorava, repetindo-se eternamente a melodia na pauta, em memória do tal poeta de quem nunca ninguém leu nada, no peito tatuado uma imagem gravada, uma história que se inscreve na alma que se escreve com lágrima, que nasce e morre na cara, um suspiro esculpido numa fábula, é poesia....,arrastaram-se pla rua, dois corpos simétricos, um anjo e um demónio, ambos abióticos, quatro sombras negras, dois monstros acústicos, controlados por impulsos dionisíacos, dois deles  manobrados  abraçando poemas apoteóticos, o culminar de dois versos utópicos, e de universos oniricos se extraem seres destes,  os, poetas esquecidos, dos livros que não leste, é poesia....,uma respiração ofegante, guardo o teu peito humilde registado pa sempre, o mundo vê o tempo atropela as coisas aproxima-se o advento, uma batida declarada ao vento, o meu corpo no cimento, sangue na cara horrendo, pobre diabo, como te entendo, olhem pra mim, neste abismo onde temo de medo, já fui uma estrela agora sou um buraco negro, é poesia, e a morte.....

Sem comentários:

Enviar um comentário