quinta-feira, 3 de novembro de 2011

levezinho

nevoeiro cerrado chuva densa e ácida, folhas secas no chão manchado de sangue e lágrimas, vento forte o céu ameaça desabar, e na mão segredos guardados que preciso desabafar, um coração bate rápido, e descontrolado, a chuva na cara confunde-se com o que tenho chorado, o corpo já não tem vontade, pra avançar neste caminho agreste e amaldiçoado, o que é que eu faço, conto os segredos que guardo, toda a gente os tem mas acabam por ser desvendados, eu tenho vindo a acumula-los, e agora sinto-me destruído como sonhos não realizados, e este silêncio é doloroso, e as nuvens tapam o sol, céu escuro e tenebroso, que faz com me  estiole, o ar é irrespirável, e também me dói o corpo, preciso demais desabafar e respirar fundo,
<sente, a brisa leve as folhas caídas no chão, "o que é que eu faço?", respira, fundo e esquece os segredos que apertas com a mão,"desabafo ou não desabafo">
abre a mão, liberta todos os segredos aprisionados, que agora voam no céu aberto, na forma de pássaros que alivio no meu peito, nos meus olhos novo brilho, nova voz limpa e livre, com um timbre destemido,  o céu azul e o sol dourado ao fundo, o dia parece pintado há mão levado ao rubro, o meu silêncio agora são palavras, que conta ás pessoas que escutam interessadas, o coração bate relaxado, e compassado, e já nem me lembro dos problemas que pensava há bocado, agora que isto perdeu a gravidade, se o segredo for só teu, ele torna-se mais complicado, o corpo ganha forças e a mente renasce, nem o stress citadino me afecta mais, os anjos falam baixo e os demónios partiram em paz, tenho a vida há minha frente os problemas bem lá pa trás,

Sem comentários:

Enviar um comentário