sexta-feira, 18 de março de 2011

Anos nisto já lá vão...13

<<AYO este som é dedicado a todos os manos que tão a dizer que o meu rap ta a ficar muito erudito, tá a ficar eloquente demais, se querem ouvir rappers burros oiçam rappers burros, mas não fiquem a ostracizar o nigga que quer cuspir com mais knowledge, o nigga que quer cuspir com mais elevação, vai cheirar a peida do teu pai pra sentires a merda donde tu vieste man… Fuck ya niggas!!!>>

agora dizem que ‘tou intelectual demais pa fazer rap, que esses putos do hip-hop só curtem rap analfabeto, desabrocha Almeida Garrett em cada mic aberto, precisavas de 17 cérebros para absorver o meu intelecto, cuspo tão complexo manos pensam que é um dialecto, cuspo versos que envergonham o teu rapper predilecto, quando activo o set mental eu faço surgir um pack verbal com linhas de rap letal mordaz e insurrecto, eu sou Moisés quero vida eterna no Sinai, espero pla minha glória como espera um Samurai, niggas sabem que é o mono quando a rima enferma sai, a história do liricismo nasceu no esperma do meu pai, e trouxe a quimera pa esta nova era atmosfera cai, vê monosfera impera no teu hi-fi, monóstico dilacera sempre que traz a rima Muay Tai abro crateras quando me transformo em super Einstein,sou uma pantera para a tua noiva, nigga, dou-lhe  versão fera de Halloween e ela fly fly, já não é rap dos teus dreams é mais um drive-by, eu não rimo po mainstream eu faço o Zeightgeist, soa a evolução com o mc Monóstico a inspiração, arrumei a tua geração só com maquetes de iniciação, desde 98 que eu sou muito fat pra competição, eu tou a anos-luz vocês inertes na escuridão, tsunamis encaminho pra esses rappers que eu Katrino, não percebes o hip-hop até estudares o dna do chininho, monóstico é o mais felino categórico e repentino, atómico e libertino histórico como Al Pacino, metódico e serpentino eufórico quando extermino, difamas levas estrume bem grosso como intestino e desde 98 pensou-se que eu não ceifava quem fosse e não deixava sem osso qualquer suíno,  fiz tudo aquilo sem esforço até o mais céptico sentou-se insosso e todo dengoso foi genuíno, estuda a força dos movimentos que eu liderei, mc como eu só quando eu fizer um filho com a Jean Grae, eu vinquei a minha marca no hip-hop e pimpei, os meus niggas de Moz diriam que o teu rap é maningue gay, eu linchei mc’s deixei-os de saias e babetes levas vaias em paletes és cobaia po meu rap, rimo com mc’s, tipo pragas e chininha, não és da laia dos mais líricos só porque bytas o Monóstico, isso que tu fazes é só waia waia não tem nexo, olha o fire no meu rap sou Sines till i'm dead, agora és grande porque fumas kaia com os teus dreads, tu no kaia e eu a papar a tua catraia sem afecto, o meu rap bate forte desde as laias ao teu beco, se queres raia vem até ao cimo dos himalaias onde eu rappo, eu fiz o meu buzz a espalhar flyers lá no vetro, e a cuspir com mais veneno que manos paiam nos projects, estatuto é lendário desde santiago a budapeste, eles vaiam mas eu como-os como papaias e croquetes, insistem pra que quanto mais ensaiam ficam wacks, vocês malham no abstracto eu espero que caiam no concreto, saiam desse projecto vão para a praia vender caps, sobressaiam como o rabo da Blaya no Boom Clap, críticos!, acham que o rap é só beats e que a rima é coisa pouca, então avaliem a produção da minha piça na vossa boca, essa ideia só pode sair duma cabeça ociosa e oca, isso é o mesmo que ir a Chelas dizer “eu quero que o Barbosa se foda!”, eu trago a tropa toda deixo a tua cota rota faço mossa dou-te coça tu sabes que um boss não poupa, roubo-te a roupa e ponho um mic na mão rimo com aquela vibração que deixa a tua porca louca, rappers apanham-me na rua perguntam-me se eu tenho beef com o pulla, nigga, eu não te pergunto porque é que tu nem no teu bairro rulas, porque é que os teus pais são escuros e tu saíste quase pula, porque é que o teu álbum vende menos que a mixtape do duda, vê se vais procurar rubis no anús da tua mula, antes que acabes expulso daqui como os tugas de nampula, tu não tens pedigree larga o mic veste lingerie, nigga eu cuspo um bisturi pa tua espinal medula, outros dizem: “monóstico eu espanto-me com a tua notoriedade, não apareces na tv como é que tens tanta popularidade?”, porque eu trago o discurso que agiganta a comunidade, e as rimas são flores belas que espancam sem piedade, não compito com mc’s só canto para a posteridade, esses rappers são wanna be’s só cantam vulgaridades suplantam precariedade transplantam identidades descambam, encantam wacks com mediocridade, eu cuspo grosso até a dormir como os niggas das marginais, tu nem sequer sabes cuspir pareces as tias de cascais, nigga mostra credenciais e traz a rima bem posta e composta como os mais reais, os verdadeiros tropas hip-hoper’s são horizontais a gente leva as nossas frotas engenhocas pos arsenais, propostas pa batalhas só idiotas e surreais porque pos rivais acaba sempre em derrotas e funerais, tu não és rapper bro, és só uma boca vaga, és o Zé Castelo Branco com roupa larga, veste outra farda, niggas o teu flow desagrada, já no futebol eu era o Oceano tu eras o Gota d’água, sopa amarga, alguém rogou-te praga, o teu patrocínio já me ouviu tens que arranjar outra marca, isso é pouco ou nada nigga tenta outra vaga só dou prop’s à tua shorty ela toda desaforada, louca e depravada, suga o meu pau e fica rouca e engasgada, toda estrangulada, tiro o gadget digo “go go Nádia,
Go go Nádia!”, Sou o Pai Natal, “Oh oh já tá”,“Oh no, pára… chama a pow pow”, se vieres à procura de aparato ou stress e chegares aqui sem modas, levas com sapatos é melhor que tenhas reflexos como Geoge Bush, levas com tijolos, segue os protocolos, nigga eu tou muito longe não enxergas põe binóculos, dizem que é injusto eu rappar porque sou muito mais que um mc, dizem que é injusto porque parece que sou de outra espécie, se queres justiça pede a Deus pa nos devolver a Maddie, e diz ao cristiano para dar o prémio fifa ao Messi....

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