terça-feira, 3 de janeiro de 2012

o que ficou na caneta

passa o tempo, agora que seja como queiras, vou-me submeter a transformar no que desejas, noites inteiras a contemplar o brilho das estrelas, a pedir desejos mas as realizações nem vê-las, aprendi que o sol nasce pra todos mas só brilha para alguns, habitei a escuridão mas procurei a luz, nas costas carregava e assumia os teus sonhos, competi-me a renascer diante destes escombros, e a lua, que ilumine o meu caminho, por entre batalhas nocturnas eu e o meu espírito destemido, aguardo o destino eu e a solidão sozinho, componho a maioria da história de um poeta nunca lido, arrasto-me pla cidade esquecido olha pra mim ferido zangado contigo, contido com olhar desiludido, contudo a fazer o máximo pra me manter sóbrio, isto sou eu metade raiva, metade ódio,.....cheguei, eu estou aqui perto de ti, e mais distante do que tinha planeado para mim, eu também procuro a explicação dos pássaros, o meu nome também é legião recito o auto dos danados, sobretudo espero o inicio do mundo livre, com sonhos muito parvos espero que ele próprio se mude, desconfiado desacreditado do próximo passo, e em cada passo encalho sempre com o meu passado, falhado é o meu nome, porque falho em tudo o que faço, descreve-me, só te vem há cabeça fracasso, por favor diabo, deixa-me de uma vez por todas, eu não escrevo versos eu grito há desgarrada as minhas histórias, já não és mais o meu anjo da guarda, <agora sou eu próprio>, podes crer nada me para, <transformo em metódico o teu ódio>, e assima de tudo, mesmo que tudo mude, < ser eu próprio>, mesmo quando bato no fundo não deixar de ser eu próprio,.....divorciado da vida, faço uma retrospectiva relembro memórias guardadas nesta viagem introspectiva, já queimei uma floresta agora semeio a minha própria árvore, já escolhi a minha cova e agora sou eu que a cavo, ferrei as unhas nas palavras que da minha boca saem, moldei o meu rosto de acordo com as lágrimas que me caem, em dívida com aqueles que se preocupam comigo, não eide pagar a divida porque sou mal agradecido, nunca fui muito habilidoso, dizem que sou estranho e esquisito, entre aquelas que me acham esquece eu já nem ligo, muda o fundo e a personagem mas a história se repete, e aqui estará a minha a mão que de novo a escreve, eu repito segredarei quantas vezes for preciso, que a única coisa que mereço é morrer sozinho, lamentar-me-ei desgraçado o meu companheiro será o vinho, e juntos imaginaremos aquilo que eu podia ter escrito,

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