terça-feira, 29 de maio de 2012

dizer

Batidas copos, noitadas recaídas horas resumidas a duas ou três imagens distorcidas, sentado numa sala vazio colecciono recortes pa encontrar sentido na vida, liberto-me dos males certeza sem saldos, não contes rescaldos, adulterados, espero que te cales, ignorância é como bênção verdade é como estalos torna homens calvos façam cálculos, somos o quê?, alvos?, somos o quê?, livros ou parvos, livros não criam escravos, e eu vejo-me por aqui a criticar e contar centavos, a trabalhar pa cérebros lavados e a esquecer a razão porque fui baptizado, decifra, da morte ninguém nos livra, é isso que me motiva, uma alma que se move com a força duma locomotiva, num corpo três ou quatro vidas em simultâneo só pra sarar as feridas, porque lá fora...., não é um terço daquilo que se diz, seguro-me ao terço como a avó sempre quis, mas eu percebo a razão pa tu te rires, não tens caprichos e tudo o que trazes em ti é lixo, mas será que vale a pena teres medo do futuro hannnn?, eu faço-me acompanhar com cinco ou seis talibans, não durmas em camas, dorme em divãs, porque quem tem medo do escuro nunca sente manhãs, e, o fim, pode vir em pezinhos de lã, quem é que diz se o mundo não acaba amanhã, a sorte eu não confio nela, porque é ela que dita o fim de quem só depende dela,
<dizer que sim há vida, dizer que não há morte, dizer na despedida>

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