terça-feira, 19 de junho de 2012

quanto dura...

Nada dura, para sempre, nem os frutos, nem as sementes, nada dura eternamente, somos como estrelas cadentes, por isso diz o que sentes, e vive sem medo, ama os teus parentes, nunca percas tempo, aproveita, toda a inocência da infância, vive, a irreverencia da adolescência, usufrui, da maturidade da idade adulta, partilha a sapiência que da velhice resulta, luta pela tua felicidade, cria agora a tua realidade, neste organismo, em constante mutação, mecanismo pelo qual vi transformação, onde a única certeza na incerteza da vida, é que tudo que inicia, também finda
<nada dura para sempre>
nunca mais e para sempre, tudo que começa acaba, com o sol poente, aqui, nada é permanente, o tempo corre o relógio bate, chove na minha face, sinto o fim aproximar-se, o vento sopra sussurra nos meus ouvidos, aqui agora estas vivo desperta os sentidos, tudo é passageiro o material é uma ilusão, tentei agarrar coisas que me escaparam das mãos, farei..., vivi o dia como se fosse o último, senti a chuva como se fosse a última, beijei a mulher como se fosse a única, enquanto canto corrosão da desencanto apatia que me consome por dentro melancolia, do novo dia que nasce, relembro-me do amor impossível, um flash, em frente aos meus olhos, o sonho desfaz-se, e desvanece com o sol expoente, restam 4 palavras, nunca mais e para sempre,
<nada dura para sempre, ninguém vive eternamente>
nada dura para sempre, e todo o corpo decai, e só o amor se perpetua, através de quem não retrai, foste filho serás pai, e um dia talvez tenhas netos, mas essa família unida, nem sempre estará por perto, daqui não levamos nada, deixamos tudo, a casmurrice da velhice, as traquinices de miúdo, impagável cada segundo de existência neste mundo que estes versos sejam o expoente do termo profundo, tu aproveita o dia aproveita a vida e respira aproveita haver comida, a muito quem a desperdiça, procura igualdade e no vale semeia justiça, o mal de quem cobiça é o ritual , de quem muito premissa, não queiras ser cigarra nesta colónia de formigas, e no inverno chorar pelas cantos tristezas não pagam dividas, falo com deus pessoalmente sem intermediário, ansioso pelo próximo equinócio planetário!, admirável mundo novo, não acredito as trevas não me levam, porque amo o meu filho, coros de suicido dão-me um sorriso ao ouvido mundo depressivo vivo como um anjo caído, a certeza inquestionável de sentir poder na arte, respirar no universo aparte, tudo pela arte, a visão e escrita, a vida e um combate, brinco as escondidas, com o impressionante, não quero ver a minha mãe a partir não quero sentir, a dor incomparável quando a hora surgir, sentimento, não é monocromático o vermelho e intenso entre o preto e o branco, retrato o terror da paisagem num poema, o meu amor nasceu num concerto,a tempestade é intensa mas a chama ainda acende, para sempre e muito tempo eu quero amar-te no presente

Sem comentários:

Enviar um comentário