terça-feira, 25 de outubro de 2011
Droga de esquina....
O tráfico vira afilhado da rua, é crença em cada esquina, vender há luz da lua droga é doença sem vacina, não há nada que substitua, sentença já tá lida, a história continua para a imprensa só fascina, mais um moça que se prostitua ou se torna dançarina, assim há noite actua a pele extensa que quer heroína, só tem que dançar nua, só pensa na narina, não há quem a substitua, a dor imensa não termina, verdade é nua e crua, e a dispensa tá vazia, apanha a sua dose só sobra pra comprar o pão e dia, o corpo se habitua, e compensa com a energia, cabeça evacua tem licença e já domina, já tem alguém que o segura conversa é que é assassina, diariamente marca presença e sua pele se destina, ao vício que é a rua já faz parte da rotina, ninguém que a obstrua ela já é divina, uma alma em cada esquina, mina há busca dum salário, com uma calma só distinta porque o mundo gira ao contrário, uma causa clandestina, vidas de pernas pra baixo, reina uma sina e muito pouco vale o que eu acho, esta esquina fascina, e ama essa ambição que amas, com quilos de felicidade vendida a gramas, seja por ti ou por aqueles que amas, é sustento sem julgamento em pacotes fezadas ou canas, uma alma em cada esquina, uma esquina em cada rua, uma rua em cada alma que uma esquina tornou sua, uma constante procura e uma fuga de quem sabe, que luta contra o tempo de saco preto ou só de saco, uma cabeça cheia de uma barriga vazia o pulsar de uma veia procura de uma saída, num mar de gente feia que se encontra por estar perdida, a história que o mundo aponta conta a história duma esquina.....
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