segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mácabro exterior aprisiona

<Por mais que eu escreva o que eu tou a sentir, nunca consigo, transcrever o que sinto cá dentro, há sempre uma máscara, o meu exterior>

Memo que a vida, não ande na mema, sobre carris, eu rendo-me pa pagar a renda, a uma sociedade que me julga plo que trago a tapar o  corpo bem pago gordo e desleixado, mantenho-me fraco e o caralho, mando tudo cu caralho, não quero ligar ao exterior mas só penso cu caralho, asfixiar cada vez que chego ao fim do mês,  pensar em fazer guita a fazer concertos e a vender cd's, mas prefiro dar a cena, na compra que eu falo e quanto a concertos acabo sempre bebado no palco, vê lá se me ralo no fim, eu não rimo o que vivo, eu vivo o que rimo, bora só um copinho, acabo a noite a rebentar garrafas de vinho tou todo grosso e eles pedem-me que me mantenha fino, vai-te na porta corta a moca a vida é louca queria cagar no dinheiro, e basear-me na droga, com um baseado na boca, que me foi rodado, sempre a fugir da moda, acabei descentrado, mal vestido e mal visto, este osso tens vendido mas no teu álbum eu não invisto, não fiques ofendido, fica é fodido, e pensa em visitar um psicólogo, mas é irónico, pagar para fazer monologo, e eu logo que posso colo, a minha versão, pra me dar o prologo, da minha situação, e exponho o coração, há tua disposição, numa canção, que não passa de meditação, de quem já não passa sem medicação, ansióliticos pós nervos népia bloqueadores po coração, viver em tensão, em função de stress, gastar uma emoção num verso, saber, que eu não conto com ninguém, pa de repente ser surpreendido e ser aconselhado por alguém, todos me dizem pa cagar e que a vida continua, nunca me tive a cagar, mas a merda continua, é tudo tão desigual, e nada é como esperavas, julgo que sentes o que é real, as palavras são metáforas, pós meus tropas sonhos são mortalhas  droga, bate nas horas e as horas batem-se rápidas, mato-me a pensar em temáticas acabo a repetir dicas,  e a escrever sobre coisas básicas, triste sina de um frustrado, fazer sons pa ninguém ligar um caralho, ser mc pra quê?, fazer rap até, me fartar ou me cansar de morrer de pé, quase nunca recebemos aquilo que damos e agora as pessoas são sempre diferentes daquilo que imaginamos continuo, encarcerado, nesta casa macabra acordar, com os gritos de uma relação marada, sem nada pa falar mas pa gritar tass bem, mãe diz que sou igual ao pai e pai diz que sou igual há mãe, e afinal sou igual a quem?, já nem digo que eu posso ter a mente aberta mesmo com a boca fechada, tic tac tac tic que me fode os planos, a vida é um carro rápido e que me leva os manos, vivo rápido e  vou já nos cento e tantos, todos me têm sentido mas epáh não senti tantos, não percebes eu vou como dantes, e de beats dá-me só donuts senão eu como antes, viver perde os seus encantos morrer perto dos meus prantos, sonho viver sem fazer anos, pessoas deixam de ser importantes constroem-se confianças baseadas em enganos, e no fim pó no vazio infinito porque não há maior solidão que não ser reconhecido.......

Palavras de um interior preso num exterior moldado pla vida...que não me deixa libertar por o meu próprio bem estar....

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